Egotrip |
Setembro 29, 2009
Sono
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Eu sou tão chata que às vezes nem eu mesma me aguento, e o melhor que faço - por mim e por vocês - é dormir. Setembro 21, 2009
“A despeito da distância que se impõe por um motivo qualquer”
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Minha saudade é federal. E crônica. Infinita. De minhas tentativas, o que levei foram todos os nãos, indiferenças e ausências do mundo, mal digeridos em meu estômago de pessimismo e exagero por um suco gastro-dramático. Minha saudade não virou dor de dente. Mas dói o mesmo tanto, às vezes desde o dedinho do pé até a ponta desbotada do cabelo. E o único bálsamo capaz de aliviar o incômodo é o sono de 5 horas diárias, quando cessam todos os pensamentos. Minha saudade é controlada, distraída por chocolates e telefones aleatórios que surgem na agenda, e que vêm e vão sem muita importância – um convite aqui, um jantar ali, todos com sua graciosidade, mas, efêmeros. E num efeito rebote, a saudade volta mais forte, e a mão recolhida se estende novamente, ansiosa, tateando o ar feito brincadeira de cabra-cega, esperando encontrar o que sabe talvez não encontrar, até que, como uma gota do colírio mais potente, uma palavra simples pinta cores nítidas aos olhos que custam enxergar outra alternativa senão se afastar e desaguar. Setembro 12, 2009
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